SOBRE A D*DESIGNER

DISTRIBUIDORA DE LIVROS

A D*Designer distribui com exclusividade os livros infantis da autora gaúcha Cristina Menna Barreto. São eles: O gato do nariz encarnado; Frederico, o rei do fuxico; A história de Leiloca e Dorival e o aquecimento global. E o mais recente: O caso do Poleiro.

CONTATOS: ddesignersul@yahoo.com.br FONES: (51) 81168305 e (51)97236556











SOBRE A AUTORA

SOBRE A AUTORA

Cristina Menna Barreto nasceu na capital gaúcha, estudou Biologia na UFRGS e trabalhou na Secretaria da Agricultura. Na infância, se divertiu muito com os "causos" contados por sua avó Olga. Leu e inventou muitas histórias para seus filhos. E, há poucos anos, resolveu escrever livros infantis. O gato do nariz encarnado foi seu primeiro livro editado. É com muito prazer que brinca com as palavras em busca de rimas, sonoridade e ritmo para suas histórias.

GALERIA DA AUTORA

HISTÓRICO

HISTÓRICO

Ela participou de diversas feiras do livro, esteve presente em atividades de várias escolas em Porto Alegre e em outras cidades do RS (Pelotas, Uruguaiana, Canela, Alvorada, Canoas, Butiá) onde recebeu homenagens.




Arquivo do Blog

14 de set. de 2012

ISENÇÃO FISCAL PARA O LIVRO ELETRÔNICO




Comissão do Senado aprova isenção fiscal para livro eletrônico

PublishNews - 11/09/2012 - Iona Teixeira Stevens
Projeto de Lei possibilita a redução do preço de e-readers


A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal aprovou hoje o Projeto de Lei que isenta os livros eletrônicos de impostos. O PL modifica a lei que institui a Política Nacional do Livro, de 2003, e considera o livro eletrônico equivalente ao impresso.

Com a chegada da Kobo e Amazon ao Brasil, a perspectiva de uma diminuição do preço dos e-readers graças à isenção fiscal é significativa. O autor do PL, o senador Acir Gurgacz, explica que o projeto propõe que, assim como acontece com os livros, os arquivos digitais de textos e os aparelhos eletrônicos usados para visualizá-los passem a contar com isenção de impostos do livro impresso, inclusive na importação. Isso pode baratear em 60% a compra desses itens”.

Apenas equipamentos de uso exclusivo ou preponderante para a leitura de texto são incluídos no projeto, ou seja, tablets não serão beneficiados. O PL foi aprovado por unanimidade e segue agora para o plenário, onde pode encontrar certa resistência, pois, no próprio debate na comissão, foram apontados setores do governo que poderiam ser contrários ao PL, informa a Agência Senado. Um dos pontos críticos poderá ser a interpretação da definição de livro pela Constituição, que não inclui o conteúdo digital em si, este sendo sujeito ao Imposto Sobre Serviço (ISS), se considerado como serviço, ou ao Imposto Sobre Circulação de Mercadoria (ICMS), se considerado como software.


7 de set. de 2012

HINO NACIONAL BRASILEIRO












Parte I
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
Parte II
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores."
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- "Paz no futuro e glória no passado."
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
Letra: Joaquim Osório Duque Estrada
Música: Francisco Manuel da Silva

2 de set. de 2012

A Implosão da mentira

Affonso Romano de Sant'Anna


Fragmento 1


Mentiram-me. Mentiram-me ontem
e hoje mentem novamente.
Mentem de corpo e alma, completamente.
E mentem de maneira tão pungente
que acho que mentem sinceramente

Mentem, sobretudo, impune/mente.
Não mentem tristes. Alegremente
mentem. Mentem tão nacional/mente
que acham que mentindo história afora
vão enganar a morte eterna/mente.


Mentem. Mentem e calam. Mas suas frases
falam. E desfilam de tal modo nuas
que mesmo um cego pode ve
a verdade em trapos pelas ruas.
Sei que a verdade é difícil
e para alguns é cara e escura.
 Mas não se chega à verdade
 pela mentira, nem à democracia
pela ditadura.



Fragmento 2


Evidente/mente a crer
nos que me mentem
uma flor nasceu em Hiroshima
e em Auschwitz havia um circo
permanente.


Mentem. Mentem caricatural-
mente.
Mentem como a careca
mente ao pente,
mentem como a dentadura
mente ao dente,
mentem como a carroça
à besta em frente,
mentem como a doença
ao doente,
mentem clara/mente
como o espelho transparente.

Mentem deslavadamente,
como nehuma lavadeira mente ao ver
a nódoa sobre o linho.
Mentem com a cara limpa e nas mãos
o sangue quente.
Mentem ardente/mente como um doente
em seus instantes de febre.
Mentem fabulosa/mente como o caçador
que quer passar gato por lebre.
E nessa trilha de mentiras
a caça é que caça o caçador
com a armadilha.
E assim cada qual
mente industrial?mente,
mente partidária?mente,
mente incivil?mente,
mente tropical?mente,
mente incontinente?mente,
mente hereditária?mente,
mente, mente, mente.

E de tanto mentir tão brava/mente
constroem um país
de mentira
—diária/mente.


Fragmento 3


Mentem no passado. E no presente
passam a mentira a limpo. E no futuro
mentem novamente
Mentem fazendo o sol girar
em torno à terra medieval/mente.
Por isto, desta vez, não é Galileu
quem mente.
mas o tribunal que o julga
herege/mente.

Mentem como se Colombo partindo
do Ocidente para o Oriente
pudesse descobrir de mentira
um continente.
Mentem desde Cabral, em calmaria,
viajando pelo avesso, iludindo a corrente
em curso, transformando a história do país
num acidente de percurso.


Fragmento 4


Tanta mentira assim industriada
me faz partir para o deserto
penitente/mente, ou me exilar
com Mozart musical/mente em harpas
e oboés, como um solista vegetal
que absorve a vida indiferente.

Penso nos animais que nunca mentem.
mesmo se têm um caçador à sua frente.
Penso nos pássaros
cuja verdade do canto nos toca
matinalmente.
Penso nas flores
cuja verdade das cores escorre no mel
silvestremente.

Penso no sol que morre diariamente
jorrando luz, embora
tenha a noite pela frente.


Fragmento 5


Página branca onde escrevo. Único espaço
de verdade que me resta. Onde transcrevo
o arroubo, a esperança, e onde tarde
ou cedo deposito meu espanto e medo.

Para tanta mentira só mesmo um poema
explosivo-conotativo
onde o advérbio e o adjetivo não mentem
ao substantivo
e a rima rebenta a frase
numa explosão da verdade.

E a mentira repulsiva
se não explode pra fora
 pra dentro explode
implosiva.



Este poema foi publicado em diversos jornais em 1980. Apesar do tempo decorrido, face aos acontecimentos políticos que vimos assistindo nesses últimos tempos, ele permanece atual.

20 de jul. de 2012

5 Dicas para cultivar o hábito da leitura

Publicado originalmente no Universia








Muitas pessoas têm dificuldades para ler e manter o hábito da leitura.
A internet e a televisão tomam o espaço da leitura como entretenimento tornando essa opção algo cada vez mais ignorado.
Porém a leitura é essencial para o desenvolvimento do ser humano.
Além de exercitar a imaginação, ela traz conhecimento e alarga os horizontes de quem desenvolve esse hábito.
Aproveite todos os benefícios da leitura com as dicas a seguir: Como amar a leitura:

1. Identifique o que você gosta Cada pessoa possui interesses e preferências diferentes de leitura. Identificar o que você gosta é o passo inicial para que você consiga manter esse hábito. Leia as sinopses dos livros e experimente quais mais se encaixam com você, podem ser romances, ficção científica, histórias de fantasia, aventura, drama, teóricos, auto-ajuda, religiosos, etc.
Como amar a leitura:

2. Tipos de texto Além do tipo de assunto, você também deve escolher o tipo de texto que gosta. Existem histórias mais curtas, os contos, que normalmente vêm reunidos em um único livro, poemas, crônicas.


 3. Visite uma biblioteca ou livraria Antes de comprar um livro e se arrepender, visite uma biblioteca ou livraria para conferir as preferências de leitura que identificou até agora.


4. Crie um espaço de leitura Você pode escolher o sofá de sua sala, o quarto ou a escrivaninha. É importante estar atento para alguns detalhes como a iluminação apropriada, e a posição da coluna para não prejudicar suas costas e pescoço ou ficar com sono.


5. Escute música Essa opção é muito pessoal, pois muitas pessoas não conseguem se concentrar com a leitura enquanto ouvem música. Para outras, porém, ouvir música é exatamente o que as ajuda a se manterem focadas no livro.

17 de jul. de 2012

Provérbio Chinês

A felicidade é como a borboleta: quando a perseguimos nos escapa; quando desistimos de persegui-lá, pousa em nós.

15 de jul. de 2012

Ebooks e Livros

O FUTURO INVADINDO O PRESENTE Dailton Felipini É muito bom visitar a Bienal do Livro. Dá a sensação de que vivemos em um país desenvolvido onde a leitura é importante. Na Bienal vê-se famílias inteiras, muitas vezes com crianças de colo a procura de livros do interesse de cada um, assiste-se palestras com pessoas inteligentes e encontra-se com autores que fazem do oficio de escrever um sacerdócio. Mas além desta efervescência que se repete a cada dois anos, desta vez algo de novo estava no ar. Ebook e o futuro do livro Os eBooks, livros no formato digital, e os eBook Readers, aparelhos de leitura de livros digitais, já estavam presentes em alguns estandes e embora quantitativamente fossem insignificantes em relação ao oceano de livros expostos, se faziam notar, principalmente entre os jovens. E para quem tem acesso, como é possível ficar alheio a algo tão revolucionário quanto um eBook. Um aparelhinho do tamanho de uma agenda comum. Só que mais leve e com uma espessura ao redor um centímetro, mas que pode carregar em seu bojo o equivalente a 1.500 livros convencionais. Para se ter uma idéia do que isso representa, uma pessoa que viva até os setenta anos de idade e que tenha começado a ler livros aos 10, teria que ler um título a cada quinze dias durante sessenta anos para ler o equivalente à capacidade de armazenamento de um simples eBook Reader.  Isso sem falar na leitura de jornais e no acesso a bibliotecas do mundo todo, nas imagens e vídeos em alta resolução e no acesso ao universo de informações da Internet. Comparar com papel e tinta, é cada vez mais covardia e aquilo que eu acreditava já há alguns anos é hoje uma certeza para mim: tudo que puder ser digitalizado será digitalizado e todo tipo de conteúdo informativo migrará para o formato digital. Os livros não escaparão disso, é apenas uma questão de tempo.  E por que estranhar, se nós já vimos esse filme várias vezes? A máquina de escrever foi substituída por uma máquina digital chamada computador, a máquina fotográfica convencional foi substituída pela máquina digital, o telefone analógico foi substituído pelo digital... e todas esses equipamentos, hoje obsoletos, foram criados muito mais recentemente que o livro impresso que este ano completa exatamente 555 anos de existência. Por que nós resistimos à idéia de que ele vai nos deixar? Simplesmente porque, nós aprendemos a amar o livro em papel, que foi nosso companheiro desde a primeira cartilha e nos propiciou infindáveis sensações, alegrias e emoções até hoje. Gostamos da capa colorida e brilhante de um novo livro, gostamos do cheiro, do contato com as páginas, e assim por diante. Como dizia o poeta: amor é convivência. Ocorre que as próximas gerações já não terão essa convivência, pois eles aprenderão a ler em um eBook e, se tudo correr bem, se apaixonarão por um equipamento da espessura de uma folha de papel que poderá armazenar e lhes fornecer séculos de informação e de conhecimento a um simples toque de dedo. Mas o que é um livro, afinal? É triste imaginar uma estante sem livros? Talvez! Mas vamos ser racionais, o mais importante do livro vai continuar existindo: é o texto, é o ensinamento, é aquilo que na Internet chamamos de conteúdo. Livro não é a soma de papel e tinta. Isso é apenas a embalagem do livro impresso, assim como a embalagem, do livro digital é uma mistura de vidro, plástico e circuitos. Livro é conteúdo, e este continuará a existir mesmo que em outra embalagem. A bíblia não perderá a sua força doutrinadora quando lida em um ebook, as palavras de Machado de Assis não perderão seu brilho ao desfilarem pela tela de um ebook e as namoradinhas do futuro que tiverem sorte, não deixarão de sorrir apaixonadas ao ouvir um poema de Fernando Pessoa na voz de seu amado só porque foram lidas em um ebook. Sorria! O nosso querido livro não está indo embora. Ele está apenas adquirindo uma nova roupagem, muito melhor e mais adequada aos tempos atuais.